Mari Genovez tinha experiência, tinha entrega, tinha resultado. O que ela não tinha era um perfil que comunicasse nada disso. Quando reposicionou cada bloco do LinkedIn, partindo de pouco mais de mil conexões, foi de R$0 a R$100 mil em 40 dias. O perfil parou de ser currículo e virou porta de entrada de cliente.
A maior parte dos perfis falha no mesmo ponto: foram escritos para o RH de uma vaga que não existe mais. Cargo, empresa, formação. Isso responde "quem eu fui", não "por que um decisor deveria falar comigo". Um perfil matador inverte a lógica e responde, em segundos, o que você resolve e para quem. Vamos bloco a bloco.
O título. É a linha que aparece em toda busca, todo comentário, todo convite. E a maioria desperdiça escrevendo só o cargo. "Consultora" não diz nada. O título precisa carregar a transformação que você gera e para quem. Não é sobre o que você é, é sobre o que muda na vida de quem te contrata. Pense nele como a vitrine: em uma linha, o decisor entende se vale clicar.
A foto e o banner. O banner é o espaço mais subaproveitado do LinkedIn. Fica em branco ou com uma imagem genérica enquanto poderia, ali mesmo, dizer o que você faz, para quem, e dar uma prova. Foto profissional, banner que vende. Esse é o primeiro filtro visual de confiança.
A seção Sobre. Aqui mora a virada. O erro clássico é começar falando de você: "sou formada em, tenho X anos de experiência". O leitor não chegou ali atrás da sua biografia, chegou atrás de uma resposta para a dor dele. Comece pelo problema de quem você atende. Mostre que você entende a situação melhor do que a própria pessoa consegue articular. Só depois entre em como você resolve e que prova tem disso. O Sobre não é sua autobiografia, é a primeira conversa de vendas que acontece sem você estar presente.
A vitrine e a experiência. Cada cargo listado é uma chance de provar resultado, não de descrever função. Em vez de "responsável por", escreva o que mudou: o número, o antes e depois, o impacto. Descrição de função entedia. Prova de resultado convence.
Antes de você reescrever qualquer coisa, rode este checklist no seu perfil agora:
- Meu título diz a transformação que gero e para quem, ou só meu cargo?
- Meu banner está vendendo ou está vazio?
- Meu Sobre começa pela dor de quem atendo ou pela minha biografia?
- Alguém que cai no meu perfil entende em 5 segundos o que eu resolvo?
- Minhas experiências mostram resultado com número ou só descrevem função?
- Há prova concreta (caso, número, depoimento) em algum ponto do perfil?
- Está claro qual é o meu Perfil Ideal de Conexão Estratégica, ou estou falando para todo mundo e para ninguém?
Se você travou em duas ou mais dessas perguntas, não é falta de conteúdo, é falta de arquitetura. O perfil tem todos os ingredientes mas está montado na ordem errada, e por isso o decisor passa direto.
Foi exatamente esse reposicionamento bloco a bloco que destravou a Mari, e é o mesmo método que já passou por mais de 2.400 carreiras. Não é talento de escrita. É saber o que cada campo do LinkedIn precisa entregar e em que ordem.
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